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Espera mortal



Jurei não mais a nenhum ser amar de todo, jurei não mais derramar lágrima alguma, jurei, jurei não mais sorrir e viver a vida.
Mas na verdade o que queria era uma morte lenta e solitária, o casulo de ilusões fora rompido e doera muito. Como uma criança mimada que não sabe o que quer, penei quando tudo acabou.
Andei errante pelas esquinas das ruas, procurando em outros, o que somente em ti encontrava. Não mais reconhecia minha face diante do espelho, às belezas do mundo tornaram-se tolas, mera distrações, tudo perdera o sentido e ficara distante da minha realidade, uma realidade decadente, onde só você era o remédio.
Mas quando a garganta gritava teu nome, as frias paredes nunca me diziam onde estavas meu coração parou de bater junto com o teu, há muito tempo atrás, e fico a espera do suicídio planejado a passos lentos, pois o inferno é bem melhor do que viver vagando na Terra a espera de ti.

2 comentários:

  1. Essa espera pelo amor nem sempre é um mar de flores. E esse é o NOSSO caso.

    Adorei o jeito que você escreve, está de parabéns, vou seguir seu blog e acompanhar seus posts, gostei mesmo.

    beijos

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  2. Concerteza, o amor é um mistério infinito, muito obrigada, será sempre bem-vinda ao meu blog!

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