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Sim, o esquecer.


Ontem rasguei o poema que ele havia feito para mim, pelo menos uma das cópias dele, me encarregarei de destruí-las assim que encontrá-las. Admiro o fato de não me arrepender de ter feito isso, admiro e desejo ser capaz de prosseguir assim.
O próximo passo é delatar as fotos. Reescrever a história e poder dizer que eu fui feliz para sempre sem ele, é um convite muito tentador. Já que não posso chamar de amor, o que eu nunca senti para ter certeza dos indícios.
Logo vi que também posso aplicar essa regra ao meu sofrimento, que deixou de existir. Pensar nele é como lembrar de uma música marcante que já me fez aumentar até o ultimo volume, mas que hoje já nem ouço mais.
Estou gostando de descansar minha cabeça em algo sólido, de me alegrar com as paisagens que não tenham ele. Afinal, se eu acreditar, formar um pensamento fixo, ele poderá vir a ter nunca existido para mim.


ELE, não VOCÊ, pois não lhe dirijo mais a palavra.

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