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#das cartas que eu nunca mandei

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Hoje pensei ter perdido o juízo por completo, me vi, vagando horas, pelas ruas que levam á sua casa, ansiando inutilmente encontrá-lo, absorvida em lembranças e me arrepiando a cada borrão que beirava risco de ser você.
Meu coração abandonava meu peito batendo forte em minha garganta, o sangue queimava em minhas veias, o vento entrava e saía violento de minhas narinas, apenas por lembrar de ter tido sua respiração tão próxima a minha na outra noite.
Voltei para casa com cara de quem chorava, sem lágrimas, elas eu havia deixado no portão de sua casa junto com a coragem de tocar aquela campainha e lhe entregar minha alma, já que meu coração sempre fora seu.
Como pude permitir que isso acontecesse? Como fui capaz de depender tanto assim disso? Chegando a me sentir oca longe de sua presença, ao mesmo tempo, igualmente cheia de ternura quando imagino te ter por perto, chego até a sentir seus olhos postos em mim, como algo que me protegesse do perigo de mim mesma.
É imutável, inexplicável, indescritível, penso que nem sou capaz de sentir todas as sensações que você me proporciona. Que eu vague eternamente por aquelas ruas, se o risco for encontrar você, estar respirando o mesmo ar que te rodeia  podendo agradecer silenciosamente por poder te conhecer, por você existir.

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