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Um texto contraditório sobre o amor

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Realmente não sei o que pensar de mim, se gosto e não tenho, entristeço, se gosto e não tenho mas supero, entristeço. Vamos ver se você me entende, pois por tanto tempo alimentam-se sentidos, emendam-se palavras, enviam-se cartas e poemas, quanta coisa boa o paixão nos traz: inspiração, frio na barriga, admiração, que ficamos cegos aos defeitos, aos empecilhos e impedimentos.

Logo penso nas vezes que chorei - foram tantas - nos textos que eu fiz pensando nele - milhares - nos momentos que passei debruçada naquela mesa, rezando para ser ele o próximo a dobrar aquela esquina, os sorrisos que apareciam em meus lábios a cada vez que ouvia seu nome.

Mas aí, fui obrigada  a pegar tudo isso, todo esses sentimentos e essas sessações, dobrar em várias partes e enfiá-las no fundo do bolço de trás, engolir toda a felicidade, hipocritamente fazer de conta que entendi, mas não quero entender, não posso...

Aí depois de um tempo falo "a paixão cega ás vezes, não... sempre!" Tantas coisas esperdiçadas, tantos planos que não serão cumpridos, é disso que estou falando! Não gosto de esquecer, não quero esquecer, mas com o tempo, vai ficando meio cheio aqui dentro, e deixo escapar algumas memórias, desejos, até que por fim, fico feito uma bexiga que perdeu todo ar antes de dar-se o nó para que não escapasse, flácida, desprovida de amor, me perguntando "de onde veio e para onde foi tudo aquilo?".

É o mal de se doar, de ver felicidade nos caminhos difíceis, e daí vem o mal de superar uma frustração, sempre fico com a impressão de não ter lutado, não ter corrido atrás do que queria (mesmo que isso não seja verdade), é como se estivesse dando o braço á torcer e admitir "Eu fracassei", no mais, não há total esperdício do amor, pois é peça chave para que eu escreva, crie; o que verdadeiramente merece minha eterna devoção.

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