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Felicidade Particular


Hoje foi tão bom ter acordado e ver que ele estava comigo, uma das melhores coisas do mundo, é quando ele chega bem cedinho, e senta na poltrona velha jogada no canto esquerdo do quarto, e fica me olhando dormir metade do tempo, pois a outra metade eu só fingi, e ele finge não saber.

E quando abri meus olhos, ele não estava na poltrona, me virei para encontrá-lo em algum canto do quarto, e vi seu vulto passar pela porta carregando uma bandeja com guloseimas e uma margarida dentro da xícara de chá, saltou na cama, ao mesmo tempo que equilibrava a tão suculenta bandeja, retirou a margarida da xícara e colocou-a entre os dentes com um belo sorriso, e como eu adorava aquilo, não conseguia desgrudar meus olhos daquele sorriso maroto, dos olhos de jabuticaba bem mais brilhantes do que podia imaginar naquele momento, tudo era tão fascinante pra mim, serviu o chá, e me entregou a xícara, enquanto largava a margarida em cima da cama.

Assim sem nada dizer ficamos, não era necessário, já havíamos falado tanto em outras épocas, agora que um entendia o outro as palavras eram dispensáveis, tomamos o café, e por ali mesmo permanecemos,  brincando que a felicidade toda coubesse somente naquele quarto, coubesse somente em nós dois, nós não nos completávamos, mas juntos éramos muito mais que um todo, éramos amor, e pés juntinhos, sorrisos e também finais de tarde na varanda, éramos o passeio de barco e os bilhetinhos de saudade deixados no armário, nas manhãs compondo lado a lado ao piano, tudo tão nosso, tão feliz, eu não precisava de muita coisa, a não ser descobrir a fórmula de viver aquilo eternamente.

3 comentários:

  1. Dayanna,

    Passei para agradecer pela visita e comentário durante minhas férias, sua presença sempre me enche de alegria, apareça sempre e parabéns pelo blog e seus escritos, bjs

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