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Dèjá vu e vazio


Ontem a noite me vi paralisada num canto da cama, sentindo aquelas sensações que pensava que não mais existissem. De uma hora por outra cresceu um aperto no peito, um frio por dentro que explodia numa ansiedade de quem espera algo muito importante chegar, quase peguei o telefone para checar de quem foi a ultima ligação recebida, mas no meio do processo percebi que havia tido uma sensação de dèjá vu, tudo ainda era igual e doloroso, eu não havia acabado de falar com ele e nem iríamos nos ver no dia seguinte.

Uma onda de decepção percorreu todo o meu corpo como se me tivessem jogado um balde de água quente, porque doía e ardiam as lágrimas dos meus olhos; mas com o tempo já havia me acostumado a sair destas situações, respirei fundo e olhei para o teto, a fim de que não escorressem mais lágrimas. O que não havia previsto é que ficariam vestígios desta batalha, ao final de tudo ainda havia restado ternura, e aquela vontade estúpida de protegê-lo, aquela necessidade de saber notícias e o medo de assim o fazer, pois ninguém mais queria saber dele, exceto eu, e aquele vazio entre meus braços que não fazia nenhum sentido e travesseiro nenhum iria ocupar.

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