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Ilha


Na vida real, montanhas russas são sinônimo de adrenalina, diversão, alegria, enfim, é muito bom estar numa montanha russa, mas e quando vivemos em uma? Sentimentalmente? Acordar sorrindo, não almoçar pelo mal humor, e dormir chorando, ou todos essas situações em ordens e intensidades diferentes todos os dias. Não saber o que sente nem como se sentir é o pior dos males. Perde-se a noção do tempo, da dimensão e importância das coisas.

Tenho andado por aí errando os olhares e os nomes das pessoas, tenho optado por estar sozinha, assim o risco de escolher errado, e de magoar alguém é nulo. Juro que tudo que faço é com as melhores das intenções, mas pareço não ter controle sobre os resultados. Acho que as pessoas, bem lá no fundo, só entendem o que querem entender, até onde lhes é conveniente, independente do que é certo ou não; não quero generalizar, mas pelo menos uma parte é assim, e a outra tem vestígios disso dentro de si.

O mais previsível nessas horas é sentir esta vontade de ir embora da própria vida, quem sabe ir pro sul onde é frio e ninguém me perguntaria o porque dos olhos vermelhos, ou me isolar numa ilha, e ter a oportunidade de ouvir meus próprios pensamentos. Embora, penso que eu já seja uma mistura dos dois destinos, fria por fora, e uma ilha por dentro, rodeada de medos e certezas frágeis, esperando que um barquinho que me traga confiança e dias bons, ancore aqui para sempre.

2 comentários:

  1. Que lindo :') me identifiquei bastante, principalmente no segundo paragrafo.
    Adorei o post. Passa lá no meu blog, tem postagem nova lá >.<
    (Tô seguindo ♥)
    Bjinhos
    http://laialisafa.blogspot.com.br/

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  2. Que bom saber que se identifica! Obrigada! Beijo!

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