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Está tudo melhor sem você por aqui, sabia?


Hoje acordei, fiz a malhação de sempre, pulei na cozinha tomei meus sucos, logo depois meu banho, passei meus cremes, corri pela casa a procura de meus sapatos, puxei o zíper, passei o perfume no canto do pescoço direito, esquerdo, pulsos... O que me lembrou: relógio, e que já estava atrasada para o trabalho. No trecho até o trabalho tamborilei uma música alegre na perna direita ao ritmo do sobe e desce dos pedais da bicicleta.

Há muito tempo não me sentia assim...Tão... Completa! Pensei, e logo depois me ocorreu algo que me fez frear boquiaberta: era a primeira vez depois de meses que acordava e não pensava com tristeza que estava sozinha, que meus sonhos tinham ido por água a baixo, era a primeira vez que não me culpava por todos os últimos fracassos, é da minha natureza achar que a culpa de tudo cabe somente a mim, em partes talvez, mas o tempo foi me mostrando que fiz o melhor que podia para isso dar certo, mas lutar sozinha não traz resultado algum.

E talvez tenha sido o que mais me doeu todo esse tempo, mas agora que os soluços foram embora, e já consigo ouvir seu nome sem ter vontade de chorar, percebo que consegui sobreviver a este furacão de sentimentos, de coração sangrando, de noites sem dormir tentando entender o porquê das coisas, a única coisa que entendia, é que precisava continuar, apesar de, mesmo que, ainda que, não fosse o que meu coração pedia, sem saber que isso, aqui na frente me faria um bem danado! Está tudo melhor sem você por aqui, sabia? 

Não fico mais ansiosa por ligações, nem entediada por ter passado mais um final de semana sozinha, não preciso mais conter o riso, escolher os amigos... Livre! É isso que me tornei. Independente desse amor, de estar ou não com você, me sinto bem assim, fazendo as coisas que eu gosto, tocando o meu violão na calçada lá de casa, coisa que você achava ridículo, fazendo minhas músicas sem futuro nenhum, como você mesmo disse uma vez, e ainda faço guerra de balões d'água com meus amigos, que você achava ser má influência...

Percebi que a única má influência aqui era você, que me privava de tudo que me fazia bem, que fazia realmente parte de mim. Voltei a pedalar feliz da vida, havia feito a escolha certa, a vida estava estendida a minha frente, cheia de possibilidades, e quem sabe um amor de verdade? A graça era ter essa inconstância  e saber que o futuro era imprevisível, que poderia escolher o caminho que eu bem quisesse, que eu podia ser quem eu quiser sem você.

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