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Eu sinto (muito)


Me segurei na mesa. Mordi o lábio, passei a mão trezentas vezes no cabelo, franzi a testa, suspirei fundo e me dei por vencida, eu não ia escrever, prometi que não iria exteriorizar isso. Mas se não saíssem palavras as lágrimas iriam assumir o controle. Mas devia ter permitido o choro, como a criança assutada que sou perto da dimensão dessas coisas.

É uma droga você não mandar nas suas histórias, é uma droga saber que eu estraguei tudo em nome de um medo absurdo de viver coisas boas. Mas tente me entender, prefiro deixar assim, enquanto tudo era perfeito do que observar as coisas se acabarem (isto é fato ou só um efeito do meu medo de ser feliz?). Eu não sei. Não sei como vai ser te ver por aí e não poder te ter bem perto.

Como também não sei o que eu vou fazer sem ter a sua voz, como sendo a ultima coisa que eu ouvi no meu dia. O som tão aconchegante que era você pronunciando meu nome. E os planos, que eu nunca havia feito com ninguém, mas com você eu fazia. Só sei que estou odiando o fato de falar de você no passado, com você tão presente na minha memória, eu só sei, que toda vez que eu leio aquela sua ultima mensagem eu choro.

Eu lamento, eu busco seu nome na lista de contatos e não ligo. Por que você não lutou? Por que não argumentou e não se opôs a nada do que eu disse? Por que me deixou pisar no nosso castelo de areia? Nós não sabíamos até quando duraria, se alguém iria pisar nele, ou alguma onda levar, mas era o nosso castelo e era lindo, e era grande, cheio de sonhos, e eu mesma pisei, desculpa, eu não sei brincar.

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