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Sobre a verdade das palavras,

E como eu gostaria de que apreciassem o que escrevo sem se perguntar se eu já vivi aquilo ou 
não.



Hoje o texto teve título e subtítulo, e explicação, muita explicação, é o que mais tenho dado ultimamente, e tenho a real certeza de que não é só eu que passo por isso, todos os criadores de histórias, inventores de palavras sofrem do mesmo. Quando você assume o que escreve logo as pessoas passam a enxergar você nos personagens da história. Tudo bem, que algumas experiências pessoais ou paralelas interferem e influenciam em alguns pontos do que nós, escritores, criamos, mas na maior parte do tempo são só pensamentos que ficaram vagando pela mente e os ordenamos e colocamos no papel/blog.

Mas as pessoas insistem em dizer, que se eu escrevo sacanagem eu sou sacana demais de mente maliciosa, se escrevo romances, estou perdidamente apaixonada e por aí vai... Alguns tomam o que escrevemos como indireta ou às vezes direta mesmo, sem que ao menos tivéssemos afirmado isso, e vai por mim, se alguma criação foi inspirada/feita para alguém deixamos que a pessoa saiba, ou deixaremos sinais para que entende COM CLAREZA que seja para ela.

E antes que este texto fique parecendo um artigo científico preso em mais e mais explicações, só quero deixar bem claro, que a vida para nós é bem menos complicada do que a descrevemos, que as situações são bem menos emocionantes as vezes. É que é algo tão nosso pegar a vida e a moldar e redesenhar sob as palavras! E recriar as situações do jeito que queríamos que tivesse sido, ou como deveria ter sido. Há quem quem tomará as dores do que escrevi, há quem entenderá e quem nem chegará a ler, mas viva o eu lírico!

Viva o direito de criar um mundo melhor em com apenas uma caneta/teclado e uma folha/espaço em branco! De acreditar no que cria, de se expressar, emocionar, de despertar, desabafar, principal e fundamentalmente de INVENTAR de SE REINVENTAR, parabéns para nós que ainda expomos nossa alma num mundo onde é quase crime se expressar de verdade!

E termino com uma frase de uma amiga:

"O negócio agora é escrever em anônimo, porque todo mundo se acha importante demais e acha que cada ponto final é uma indireta."

Ceres Bifano

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