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Sou fã do meio termo.


Sou mesmo do tipo que vai te dar corda pra você se enforcar. Não consigo me fazer de sonso ou, sei lá, do tipo bonzinho que todo mundo procura. Acho que dá mais trabalho esconder os defeitos, do quê mostrá-los e lidar com eles.

Não faço o tipo que diz o que você quer ouvir. Não mudo de opinião, por ela não ser parecida com a sua. Acho que sinceridade demais pode até ser falta de educação, mas mentiras não fazem parte do meu vocabulário. Gosto mesmo é de gente que saber ser, ser humano. Que fala a verdade e arca com as consequências.

Sou o cara que vai correr atrás de você enquanto achar que deve. Depois, se isso não surtir efeito, vai te esquecer, como se você fosse mais um alguém que viu na multidão. Quem realmente quer, não precisa de tanta cerimônia. Odeio quem vive em círculos. Pontos e paradas são fundamentais quando se tem um objetivo.

Odeio lidar com as relações, como se elas fossem jogo de xadrez. Defende. Ataca. Defende de novo. Ataca mais uma vez. Xeque-mate. A vida não é algo que se deva usar de estratégia. Não é um jogo, por mais que tenha momentos de azar. Não é lógica.

As pessoas estão sistemáticas e isso as torna estupidamente chatas. Pessoas cheias de dedos, pessoas cheias de regras, pessoas cheias de palhaçadas. Isso. Palhaçadas. Se eu preciso ter medo de escolher as palavras erradas quando falar com alguém, eu já sei que esse alguém não é pra mim.

Gosto das pessoas que me deixam à vontade. Pessoas que você se sente descalço, com roupa de férias, se sentindo em casa. Odeio aqueles tipos que tu precisa vestir farda, falar em norma culta, com postura ereta e com o cabelo milimetricamente perfeito, piscando pouco, respirando fundo, com ouvidos bem abertos.

Eu acho que tem muita gente levando a sério essa temporada chamada: VIDA. Mas levando a sério de um jeito muito errado. Levando a sério demais pra se permitir ser feliz. É tanta arrogância, é tanta prepotência, é tanto nariz em pé, é tanta soberba, é tanta ridicularidade, que eu realmente tenho sentido preguiça das pessoas.

Talvez por ser desse jeito, eu tenha levado tantos tapas na cara. Talvez, por ser do tipo ‘legal’, que prefere sempre tratar bem, ou dar atenção, eu tenha caído. Mas é que eu prefiro sorrir, do quê ser azedo. Esse sabor ruim eu deixo pras frutas podres ou pros pobres de espírito.

Sigo a linha de que todos temos problemas e dias ruins, só que além dos causadores das duas coisas, ninguém mais tem culpa, ou nada haver com isso. Não leve seu mal humor para as relações, nem pro seu tratamento com quem te cerca. Ou melhor, me poupe dele.

Sabe a história de cuidar bem do jardim pras borboletas voltarem? Cuide mal, não adube a terra ou regue as flores, que nem a minhocas vão te querer. Pessoas ruins, infelizmente acabam sós. Ninguém vai trocar os aromas refrescantes da primavera, pelo gelo eterno do inverno, ou pelas temperaturas escaldantes dos verões. Sou fã do meio termo.


Este texto foi escrito por Matheus Rocha dono do blog: NeologismoNuma daquelas descobertas fantásticas que raramente temos na internet, descobri os Textos do Matheus que mais parece terem saídos de dentro da gente, e não poderia deixar de compartilhar com vocês!


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