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Amor e seus sintomas colaterais


Estou sob efeito desse vírus, que a gente pega andando distraído por aí, quando cruza o olhar com alguém que vai se tornando cada dia mais especial. Primeiro suas mãos começam a suar, e um arrepio bobo percorre suas costas até os pés, daí tudo vira música ao redor, e você já não sabe mais para onde estava indo quando a vê esquece os planos de domingo, e as contas que estava indo pagar, apenas quer estar ao lado dela e ver seu sorriso. Quando está distante fica olhando o celular de cinco em cinco minutos, procurando por mensagens novas ou relendo as antigas.

E quando vê já está fazendo mais planos que o normal e colocando a pessoa em cada um deles, já quer que ela conheça seus pais, isso é o mais grave sintoma de amor. Segurar a mão, e sorrir no mesmo instante acontecerá com frequência, não vai conseguir controlar a vontade de beijar e abraçar, e vai fazer isso sempre que possível, e outra, amor não tem cura, e às vezes causa alguma dor, mas faz nascer muito perdão dentro da gente, refaz nosso eu e nos torna melhores, dói o peito de saudade também.

E que seja então incurável o amor, quero todos os sintomas colaterais sempre e para sempre.

Por isso doutor, não tente encontrar a cura, ou talvez a cura seja aqueles minutos que moramos no abraço do outro, e nos dá força para acordar querendo mais taquicardias, mãos suadas, arrepios, olhares e beijos e mãos, e carinhos, e sermos eternos pacientes da ala da felicidade!

Este texto foi publicado também no: Confissões de Uma Garota

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