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Voltei


É tão gostoso quando depois de certo tempo, sem produzir se quer uma frase que preste, bater aquela saudade imensa de escrever, de dilatar a alma... Melhor ainda é quando isso acontece numa manhã daqueles dias que nada prometem... Deu saudade de mim também esses dias, minhas preocupações diárias me roubaram de mim mesma e nem havia percebido.

Talvez eu mereça passar um sábado inteiro na cama rodeada de bons filmes e pipoca, sem essa de que final de semana bom, é aquele que no domingo você tem que se esforçar debaixo de uma ressaca sem tamanho para lembrar dos detalhes daquela festa, ou daquele cara lindo, que tinha uma risada engraçada e te chamou para tomar uma Marguerita. Acho que existem sensações bem melhores por aí, como a de hoje, voltei a me sentir uma só com as palavras.

Preciso escrever tanto quanto um peixe precisa chegar até a superfície e respirar um pouco de ar puro, depois de estar mergulhada em tantos pensamentos e profundamente nessa vida, escrever é o que mais trás à tona, e me dá um pouco mais de força para suportar esta permanência. Meus contos, sou casada com eles, minhas crônicas são nossas filhas, frutos do que a vida vai me ensinando, meus poemas são meus amantes, que aparecem a qualquer hora do dia, trabalhados no que diz a alma.

Que gosto bom tem esse sentimento quando a gente conclui um texto, é quase um ”orgasmo literário”, (acho que a expressão é bem esta, sim.), que bom que a alma voltou a transbordar para a ponta dos dedos, já estava mesmo na hora de tornar a ter o poder de  me reinventar.

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