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Diário de uma ansiosa em processo de cura.




"Ser ansiosa é como correr atrás do vento,além de ser cansativo, a gente não chega a lugar nenhum." 

- Camila Caren Vasconcelos

Assim, uma frase que me define bem, esta mania de querer tudo "já"! De minha paciência ter pavio bem curto, ora atrapalha (e muito) ora ocupa o lugar de uma coragem que muitas vezes eu não tenho. Eis aí o ser medroso que sou, a sério, preciso de cuidados, de reaprender a descansar em minhas certezas, de espalhar para longe as interrogações que me assolam.


Mas que seria de nós sem a eterna indagação do que somos nós? Para onde vamos? Para que vamos? O nome de alguns fantasmas meus, que alimento com uma certa dose de insegurança em quarta-feiras como esta, onde não estamos mais no início, nem próximos do fim, odeio o meio, gosto dos extremos, de ser ou não ser, o morno não me conquista nem em banhos, e de extremo a extremo vou, tentando apanhar o vento.


Não sou de roer as unhas, prefiro usá-las como uma espécie de "despertador para a realidade", quando a ansiedade me corrói por dentro, lá vão elas passeando pelas palmas de minhas mãos, sendo cravadas com força na superfície da pele, que me rendem alguns arranhões, meio doloridos, mas me trazem à tona, um aviso silencioso de "espere, se acalme, as coisas são assim mesmo". 


 Então, ser assim é meu bem e meu mau, querer obter resultados de um dia para o outro gera muita aflição, viver constantemente frustrada é algo que não desejo a ninguém, mas é parte da minha natureza tão urgente, é o preço que se paga. Como se a vida não não fosse tão breve. Mas tantas quedas, e esperas longas, tem me ensinado - na marra mesmo - que as coisas acontecem quando eu permitir que elas aconteçam.


Então, em vez de almejar que tudo se consume logo, coloco as mãos na massa, e faço o possível e o impossível para alcançar os resultados, e se não deu certo hoje, paciência, o "amanhã" existe mesmo para isto: nos dar uma segunda chance.



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