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Poema 7 de 365

O céu hoje está do meu tom preferido cinza clarinho e azul bem devagar, a vida também está a caminho de coisas muito boas, o mês tem uma musicalidade ao ser pronunciado que me enche de ternura e eu não paro de repetir mentalmente: "novembro, nó-vêem-bróoo, noveeeembro, veeeembro." Mudei de perfume após dez meses com o mesmo cheiro, e parece que me revigorou, sentei e fiz poema, fiz versinho simples, mas que me encantou:

Uma canção de saudade,
a todos os fantasmas que não me assombram mais,
a toda dor que cessou faz tempo,
mas que deixou sua cicatriz minúscula
que vai sumir com os anos e danos vindouros
Uma canção sobre felicidade, para mim mesma,
não ofereço a mais ninguém, do que a mim,
e me congratulo, eu consegui estancar o medo,
eu consegui levantar, eu estou aqui hoje e isto me faz
dona dessa canção, que é estar em paz consigo mesmo.

Falando em cinza, um texto de 3 de junho, de um PH Poem a Day abandonado, anexado a uma foto do meu céu preferido nos rascunhos.


O céu de hoje

Dezesseis horas horas da tarde, e ainda não havia tirado um tempo para observar o céu de hoje, olhei rapidamente entre a pressa de ir logo para casa para poder me arrumar e sair de novo, observei um azul tímido envolvido de nuvens meio empoeiradas de tempestade, segui minha correria diária. Este cinza foi a única coisa que deu para capturar, já na beirada das dezoito horas, antes de entrar no carro e ir para a etapa 2 do meu dia: eu tentando terminar uma faculdade. E o céu de hoje tava casadinho com o meu humor, que tava fechado, e a cabeça "com muitas abas abertas", os pés cansados indo em direção à porta, anunciam o fim do meu dia, e enquanto a maioria dorme choveu para mim, coloquei tudo que atormentava para fora, contei para Deus, e foi como se eu ouvisse no meu coração, que eu era incrível, que eu ia dar o meu jeito de me adaptar a essas adversidades, que eu vou abraçar os meus sonhos ao final, disse amém lá na minha alma, me levantei e fui até a janela, o céu era feito seda negra aveludada, as nuances de brilho eram as estrelas bem branquinhas, disse obrigada na direção delas e apaguei a luz.

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