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O lado que ninguém vê


Hoje enquanto me aventurava pela timeline driblando as baboseiras que sempre vemos nela, trupiquei num belo diamante, o texto incrível da Juliana Lima (Assim suponho), como um relato, lindo e encorajador, não vou me demorar aqui em explicações o texto diz por si só sua missão linda:

“Mulher sofre, né?” É a coisa que mais escuto na vida desde os meus 17 anos, quando minha mãe começou a deixar que eu frequentasse salões de beleza ou qualquer meio de modificar a minha aparência. Mas antes de permitir que eu entrasse nesse mundo “doente”, onde nenhum tipo de beleza é suficientemente boa, ela me deu uma das coisas mais valiosas pra guardar e levar pra vida: A minha aceitação.
No colégio meu nome era substituído por um infinito de apelidos, essa era a minha identidade fixa. Meu corpo fazia mais voltas do que eu desejava e mais voltas ainda dava meu estomago que por reflexo á minha tristeza fazia com que tudo que fosse ingerido por mim saísse boca a fora. E onde deveria morar sorrisos, vivia a doença.
Todos os dias por um longo tempo eu voltava pra casa chateada e ela que sempre reconhecia minhas dores como toda mãe – ou a maioria- logo descobriu o que acontecia. E que isso não era só comigo.
Logo disse que não ajudaria em nada ir até lá reclamar ou dar lições de moral. Mal sabia que quem aprenderia a lição era eu.
Eu que já havia deixado de comer para acabar com o excesso que tanto os incomodava, não enxerguei que o único excesso que existia era a minha vontade de ser feliz. Parei de colocar roupas apertadas para diminuir meus seios, de prender ou alisar o cabelo para entrar em padrões. Larguei a tristeza e deixei pra trás o que fazia a moda, mas que fazia com quem eu me perdesse de ser quem eu era. Cada parte de mim, sendo aceita ou não pelos outros, faz com que eu seja exatamente quem sou.
Cada imperfeição apontada pelos outros é o que faz de você exatamente quem você é, esse detalhe é o seu diferencial de beleza, é o que te torna único. Essa beleza não dói, não julga, não machuca. O que dói é a falta de aceitação, seu corpo não pode ser brutalmente modificado. O que dói é a falta de respeito dos outros. O que dói é todo esse esforço para modificar a casca que não faz de você o que você é. Você é bem mais que um corpo, você é a sua alma.
Não é exatamente sobre mim, mas pode ser sobre você ou alguém que você conhece.

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