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Meus dias de menina



Oi! Deixa eu ver se ainda me lembro como é, falar com as pessoas pela ponta do dedo. Uma pausa, um suspiro, esfreguei os olhos, acho que estou pronta. Essa sou eu, que adora escrever contos e falar com o sentimento das pessoas, eu bem queria escrever um livro sabe? Ser mais eloquente, mais invenção, certa vez comecei um livro, que ninguém sabia e agora que todo mundo sabe, me sinto ridícula de contar que fracassei, não passou do terceiro capítulo, como já era de se esperar era um romance, e ainda estava pensando se ele terminaria bem ou em tragédia, os dois fins na verdade, são bem previsíveis.

Será o que me fez deixar este meu lado adormecer? Todo tipo de coisa, tem um início e um combustível que alimenta sua continuidade, por exemplo, nosso coração o órgão mais vital, se um dia ele parar, nós também paramos. Assim julgo ser. este meu lado que gosta de escrever. Tudo começou com eu bem adolescente, cheia de sonhos, e com tanta coisa a se descobrir, que passava o tempo todo a imaginar como seria isto ou aquilo, e me colocava a escrever e sonhar! O tempo foi passando e a medida que ia experimentando da vida, contava como me sentia com minhas frustrações e limitações de menina.

Não que agora eu me sinta tão mulher, talvez eu nunca seja, porque gosto de ser menina, da ingenuidade de menina, e da capacidade de sonhar tão grande, que eu precise escalar para ver lá do alto, de tanta vontade de fazer tudo. Mas a vida veio e calejou muito, me fez experimentar do amargo ao doce, derrubou-me da minha torre de sonhos e doeu um tanto, que resolvi deixar minha menina dormir, por outro lado, coloquei minha mulher para trabalhar em alguns sonhos que deu para resgatar da grande queda, mas em dias como hoje, de saudade da menina, dou algumas batidas na porta, e ela acorda, se espreguiça e se coloca a escrever,...

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